domingo, 12 de junho de 2022

LH - O velho é o moço

E se eu fosse o primeiro a voltar e mudar o que eu fiz, quem então eu seria?
Ah! Tanto faz, é o que não foi, não é. Eu sei que ainda vou voltar.
Mas eu, quem será?

(...) Dispenso a previsão.

domingo, 13 de março de 2022

UCRÂNIA ou Rio de Janeiro 2022?

(...) 
Há quanto tempo você sente medo?
Quantos amigos você já perdeu?
Entrincheirado vivendo em segredo.
Ainda diz que não é problema seu?
(...)
E a vida já não é mais vida.
No caos ninguém é cidadão.
As promessa foram esquecidas.
Não há estado, não há mais nação.
Perdido em números de guerra.
Rezando por dias de paz.
Não vê que a sua vida que se encerra
Numa matéria curta nos jornais?
Vivo sem saber até quando ainda estou vivo, sem saber o calibre do perigo.
Eu não sei da onde vem o tiro.

Herbert Vianna - O calibre.

domingo, 27 de fevereiro de 2022

no fim do mundo

Pra onde vamos agora,
Que tudo está incerto?
Pra onde vamos daqui,
Quando os satélites caírem?
Políticos não são somente corruptos,
Mas doentes e perversos.
Destruição em todo território inimigo,
Ordena o rei do império gelado.
Ele é esquizofrênico e descontrolado,
Ele não confia em ninguém mesmo.
Onde fica a esperança em dias como estes, quando a dor é algo sentido até do outro lado do mundo?
O mundo é agora um campo minado.
O império gelado espalha fogo e destruição, ameaça toda a raça humana.

Radiohead - The Bends

sábado, 22 de janeiro de 2022

patrimônios e afetos

Nós, que trabalhamos com contabilidade, ficamos embreagados de tanto mensurar patrimônio, estudá-lo, controlá-lo, para ajudar na tomada de decisões por parte da administração das entidades empresariais. Não devemos, no entanto, deixar esse cotidiano nos tomar conta. Precisamos da sobriedade de lembrar que o que realmente importa na vida de cada um, até mesmo de quem não sabe, que o que tem mais valor e valia, é justamente aquilo que é impossivel de se mensurar: os afetos.

Feminilidade e masculinidade.

Todos nós, homens e mulheres, temos aspectos masculinos e femininos, cada ser com seus percentuais. Engraçado quando você diz isso à algumas pessoas que se assustam e se incomodam, reclamando ser cem por cento um ou outro. Majoritariamente os homens tem uma resistência maior, dizendo ser "cabra macho". Acredito que um homem que não tenha o mínimo de características e percepções femininas não sirva para ser pai, nao sirva para ser filho, nao sirva para a arte (nem produzir nem apreciar), etc. Um amigão de muito tempo me explicou: "Rafa, a isso chamamos de Masculinidade Frágil". Aprendi. De machos frágeis, as vezes sinto pena; muitas vezes acho graça.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

Willie

Somos mesmo uma raça imperfeita nós humanos. Ingrata e imperfeita. Enquanto estamos respirando, não nós damos conta do quão importante é o ar. É porque ele tá sempre ali, sempre disponível, sempre que você precisar. Daí você esquece dele, você mergulha o máximo que pode na água, se distanciando dele... Você faz fumaça, fuma... Você olha através dele para coisas que nem te enxergam. Claro que nem sempre é assim, mas muitas vezes o é. Até que lhe falta o ar. Hoje lembrei com saudade dolorida da primeira vez que o vi. Hoje me dei conta de que sempre fui e sempre serei assim, imperfeitamente humano: só valorizo quando perco. Hoje me faltou ar. Adeus Willie Inibié, o negão, ligão, tico, ílis, macho veio! 

sábado, 7 de setembro de 2019

7 de setembro de 2019

Hoje é sete de setembro de 2019, e, o quê comemorar?

Comemoremos a família, quem tem, curta seus filhos, enfim... Aproveite o feriado para organizar sua casa, seu lar, o lugar onde você vive.
Celebremos a saúde, quem está saudável, pois há muitos doentes, como o garoto Rhys Williams, inglês, 13 anos, que sofre com uma doença rara desde o seu nascimento e já declarou que cansou de viver, e sua mãe desesperada, pede a todos que possam, mandem cartas a seu filho, um incentivo para que seu filho que, devido sua condição rara e triste, muitas vezes não pode nem mesmo ser abraçado.

Esqueçamos a dualidade, a rivalidade, a dicotomia que tomou conta do nosso país, com essa política pop que está dividindo famílias, separando amigos, fragmentando ruas e salas de aula, desfeito muitos laços. Aliás, dessa situação, se aproveita quem é corrupto e oportunista, para deitar e rolar com o Estado nas mãos, já que uma sociedade confusa e dividida é muito mais frágil.

Que hoje nós comemoremos nossas amizades, em especial aquelas que resistem à fervorosa política brasileira, as amizades que deixam de lado a esquerdopatia e o bolsonarismo, as amizades verdadeiras...

Hoje não é dia de encher a cara e brigar tomados pela emoção e pelo ódio que o tema política traz, mas de repensar se os políticos realmente valem as desavenças, conflitos e indiferenças que estamos vivendo atualmente.

E que, quando o debate for sobre a grande política (federal), e se for CONSTRUTIVO, que esqueçamos todos os outros partidos políticos, e nos concentremos nos partidos e governantes atuais, e ponto. Paremos de brigar por 64, 84, ou 2004.

Para terminar, (tendo em mente que o atual Brasil hoje anda trazendo tantas preocupações, desgostos e angústias) hoje eu não quero ouvir o hino nacional de uma nação onde maior parte da população estuda meios de sair do país sem previsão de retorno. Se fosse para colocar algo para ouvir hoje, seria de uma música que vem diretamente de Brasília, escrita pela Legião Urbana, chamada "Perfeição".

Paz, amor e empatia.

Rafael O. B. Jesus

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

NOSTALGIA TOTAL

Três videogames que fizeram minha infância (videogamística), em ordem cronológica! E sim, acabou no Super Nintendo! Não fui pro Nintendo 64 nem pra era do CD...

Turbo Game



Master System II  (Veio com a arma)






Super Nintendo





Pura nostalgia!!!





sábado, 13 de janeiro de 2018

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

sábado, 23 de abril de 2016

Tarde demais?

Se te empurraram que é tarde demais, retire esse pensamento de sua cabeça antes que seja
tarde demais.

Então por sua cabeça já passaram idéias e metas como ser escritor, artista, músico, médico,
luthier, professor de idiomas, designer gráfico, funcionário de uma grande empresa? Já se
passaram idéias parecidas pela minha cabeça também. Mas você tem algumas reclamações
sobre seu emocional, como ser imediatista, ansioso e chegou a desenvolver ansiedade mais
grave com o tempo e suas conseqüências? Passou a ter crises de pânico e agora tenta sanar
tal problema? Acredito que falamos a mesma língua.

Mas como deixamos isso acontecer? Aí é que está o drama. Você, como eu, tentou agradar a
todos ao seu redor. Acertei? Se sim, de repente vale continuar lendo meu relato sobre esta
parte de minha historia.

Abrindo meu coração posso lhes dizer que eu sempre sofri de algumas desordens emocionais,
eu achava que fosse timidez demais, todos achavam, e talvez fosse, mas não fosse somente
isso. Eu era muito ansioso desde criança e sofria com os problemas que meus pais tinham. Eu
acreditava de verdade que tudo dependia de mim para ser resolvido, mas óbvio, uma criança
não poderia resolver problemas de adulto, e isso começou a mexer com meu emocional, havia
algo que eu nunca conseguia resolver.

Também a timidez é uma questão muito séria para criança. Se eu queria algo num restaurante,
por exemplo, como um refrigerante e meus pais me dissessem que eu que pegasse (na
tentativa de me ajudar), e alguma outra criança, amiga ou da família, se dispusesse a ir e pegar
ainda como bônus pegando um para ela própria, isso era uma angústia grande demais, era
uma frustração que ficava registrada por muito tempo e que fica até hoje.
O que essa fase infantil tem a ver com isso? Sempre que não consigo terminar algo que
comecei, um curso ou um relacionamento, eu sinto aquele velho gostinho que vem de dentro,
parece surgir do nada, do estômago ou de um local de memórias mais profundas. Mas você é
de querer deixar o ambiente ao redor harmonioso e as pessoas satisfeitas com você e
confortáveis... Então vem o problema maior. Você vai agradar, só por frações de segundos, a
cada uma delas, e nunca a você mesmo.
Pense nisso como um problema sério quando você é uma pessoa de inteligência significante e
começa a entender como funciona o sistema escolar. O que você faz? Como eu, você vai começar a burlar a escola, entender como são feitas as questões, “como pensam” a escola e
seus professores, como são elaboradas as questões. Daí basta o mínimo de esforço e está lá,
notas boas e uma sobra de tempo para se divertir, afinal de contas você ainda é criança e
como todas as outras você vai querer diversão, principalmente para compensar o que você
nunca pôde conseguir resolver e ser feliz.
Na adolescência a coisa fica um pouco diferente. Você ainda entende como passar fácil nos
testes escolares, mas está muito perturbado, entusiasmado e confuso com todas as mudanças
da idade, então você usa a inteligência e a rebeldia natural da juventude, passa de ano, mas lá
no final, depois de ter bagunçado muito sua escola e também sua própria vida.
Chega a hora de escolher então sua profissão para a fase adulta. Você está pensando nos
shows de rock e nas garotas. O que ser então? Um rock star, claro! Afinal você sabe inglês,
ama rock e aprendeu a tocar rapidamente. Mas a decisão não agrada nem um pouco aos pais.
E agora? Se o ser humano é resultado de um conflito que existe entre seus desejos e as
imposições da sociedade, e ainda mais para você que quer agradar a gregos e troianos...
Resultado, você começa a tocar com amigos na própria cidade para se divertir e faz vestibular
para licenciatura em Inglês, para agradar aos adultos e ter uma profissão quando se tornar um.
Passa no vestibular, mas suas emoções tiram sua condição normal de se expor na
universidade, apresentar grandes trabalhos e seminários. A coisa toda vai ficando muito
cansativa. Você havia falado sobre alguns cursos que lhe interessavam, mas seus pais
pensaram: “não precisa, você estudou em escola boa, vai ter uma boa carreira, basta seguir
um bom curso superior”; depois te disseram não.
Paralelo a isto, seus pais continuam brigando de uma maneira fora do comum e você bebe e
toca rock em busca de fuga, bebe em busca de conforto, bebe e toca em busca de qualquer
alegria. Começa então a se identificar mais com os artistas depressivos e que jogam para o
publico, de diversas maneiras, suas crises existenciais. Paralelo a isso tudo ainda, você tem
seus próprios problemas com garotas, com ressacas, com universidade, com família, com a
existência em si. Passa a repetir as frases como: “meus heróis morreram de overdose”; ”os
bons morrem jovens”; “que país é esse”; “vamos celebrar a estupidez humana”; “a formiga só
trabalha porque não sabe cantar”; “faz o que tu queres”; “somos tão jovens”; e começa até a ter
pensamentos suicidas.

Quatro anos se passam e na universidade você não conclui o curso, pois não encontra
vocação para a profissão de professor enquanto que não se dá bem com as disciplinadepedagogia, só passou mesmo nas disciplinas relacionadas à língua inglesa. 

Você então começa a escrever não somente musicas, mas contos. Sonha em ser escritor. Procura na sua
pequena cidade e nada de incentivo, nada de informações, ninguém entusiasta para te dar um
caminho por onde publicar, quem conhecer, como escrever melhor, por onde percorrer. Você
vai começando a pensar que seus talentos são na verdade mentiras de sua cabeça. Sua idade
agora já tá dentro da casa dos vinte, daí então você começa a ouvir das pessoas que você tá
ficando velho e que cedo, cedo, será tarde demais!

Um turbilhão de revolta, de sentimento de culpa, de ressentimentos e de força vai te tomando
por dentro pouco a pouco e você agora já se encontra diante de um psicólogo para contar suas
derrotas, seus medos, seus projetos inacabados. Sua cidade e sua realidade se tornam um
inferno e você pega um carro com alguns amigos e foge do inferno direto para o paraíso lá na
praia, abraça o mundo inteiro com seus fracos braços por uns momentos e quando volta ao
inferno está mais cansado, confuso e derrotado que nunca!

Seu psicólogo te indica um psiquiatra para torná-lo mais forte para enfrentar seu inicio de
depressão. Medicamentos lhe são introduzidos, agora se você bebe você passa mal de
verdade, agora você já está paranóico e a cada novo dia levantar da cama se torna uma tarefa
mais árdua. Uma fadiga enorme te abraça forte, você desiste do curso da universidade, não
consegue se adaptar ao emprego que só lhe exigia conhecimentos de informática e inteligência
emocional, a qual você já nem sabe o que é. A vida adulta lhe é apresentada assim, nesta
confusão.

Agora tudo que você começa não consegue mais terminar porque todos ao seu redor estão
tentando te ajudar, mas cada um com um conselho diferente que você segue atropelando um
conselho por cima do outro, nem você nem ninguém se sente bem com isso. E nisso os dias
passam, você pede trégua por uma semana, se sente forte num dia, cai de cama meio mês. A
vida vai se tornando um filme que você assiste sem prestar muita atenção. Todo dia é seu
aniversário e nada para comemorar de verdade, somente o fato de ter saúde física e uma
família.

O que te resta já que agora até você teme dizer para si mesmo: “Logo, será tarde demais”?
Hoje eu acredito que eu devo entrar num curso sério, escolher essa profissão com
responsabilidade e seguir com a promessa de que por nada você vai deixar que esse seja meu
próximo projeto inacabado. É hora de esquecer as vontades de outrem, é hora de escolher por
mim mesmo, decidir. 

Eu acho que, se somos parecidos, deve ser hora para você fazer o mesmo!

Rafael Oliveira

sábado, 22 de março de 2014

Cronista troncho

Kurt Cobain: tão bonito quanto uma pedra na cara de um guarda

Fonte: Kurt Cobain: tão bonito quanto uma pedra na cara de um guarda http://whiplash.net/materias/news_817/199923-nirvana.html#.Uy37lahdV2E#ixzz2wjDmkEUF

Patriarca moderno dos aforistas, NIETZSCHE ciente da efêmera estadia humana nesse plano, afirmou: "Há homens que já nascem póstumos." Discípulo - e depois dissidente - do pensamento de SCHOPENHAUER, o alemão pulava o vocabulário da moral filosófica tradicional e ia direto ao que interessa - homens devem ser espíritos livres - ainda que o preço para isso seja o exilio social.
KURT COBAIN , em certa oportunidade disse: “sou o pior no que faço de melhor. E por este presente eu me sinto abençoado”. O que soou como uma sentença marqueteira revelar-se-ia como o retrato doente pintado em cinco de abril de 1994 quando o músico estourou a própria cabeça com o disparo de uma espingarda Remington. COBAIN entendia o melhor e o pior como sendo a mesma face da moeda, nebulosa e turva; entendia que como na liberalidade de um presente recebido, a história deveria acabar.
Imagem
A história da música nos últimos vinte anos refletiu a morte do líder do NIRVANA em todos os níveis. O capricho do destino encarcerou a banda entre a gênese do grunge como rótulo de moda e a pré-história do download- leia-se custo zero de acesso a obra em uma época que não sabe se NAPOLEÃO BONAPARTE veio antes ou depois de ARQUIMEDES. Ainda assim, apreciadores e detratores parecem entrar em senso comum quanto a compreender a banda como um dos últimos resquícios de criatividade opiácea enxertada à descrença total no mainstream, sarcasmo sujo e o habitual despreparo total em se sair de porões para duzentos milhões de discos vendidos. Alguns se lembrarão do lamentável show no Hollywood Rock, nos anos noventa – um pedido agônico e inaudível de socorro- outros dirão que foram oportunistas candidatos a milionário - mas ainda se ocupam disso duas décadas depois.
COBAIN foi o gênio que dizem? “As coisas tem um brilho que com o tempo se vai; morra jovem e permaneça belo” – o guitarrista caiu na armadilha da vala rotulista dos “mortos aos 27”- prato cheio para documentários vazios; para o resto do mundo apenas uma mórbida coincidência. Plasticamente seu padrão inusitado de acordes e suas letras encorpadas à base de cinismo foram singulares, sem dúvida; entretanto como o mito é alimentado pela descontinuidade, a iconografia é lastreada pela dúvida, sempre haverá a controvérsia.
Fato é que com toda a sua ausência de sobriedade mundana, KURT COBAIN marcou um período. Ao sair de Aberdeen para as rádios do Cazaquistão, o vocalista marcou em brasa as tendências posteriores- do pop ao metal. Nunca fui um fã devoto de sua postura de palco ou de seu paupérrimos solos mas, como cronista entendo sua urgência e necessidade. Como o próprio líder afirmou em seu bilhete derradeiro: ”Melhor queimar do que apagar aos poucos”. O NIRVANA me convenceu.


Fonte: Kurt Cobain: tão bonito quanto uma pedra na cara de um guarda http://whiplash.net/materias/news_817/199923-nirvana.html#.Uy37lahdV2E#ixzz2wjDhaesT

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Recomendo muito!

Super pancada esse som! Para quem não se ligou, esse Taylor Hawkins é o atual baterista do Foo Fighters em seu trabalho paralelo, o Taylor Hawkins & The Coattail Riders. Muito bom!

domingo, 29 de setembro de 2013

Escritório Hippie

Contabilizando harmonias nas horas extras de Sábado.


segunda-feira, 23 de setembro de 2013

ISSO É TUDO!

ISSO É ROCK! ISSO É SOM! ISSO É MÚSICA! ISSO É GRUNGE! ISSO ESTOURA SUA MENTE! ISSO É SCREAMING TREE COM I NEARLY LOST YOU, E NÃO HÁ NADA MELHOR!


sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Uke

Boa video-aula de Island In The Sun, do Weezer, no uke (ukulele).

quinta-feira, 20 de junho de 2013

3 frases do mesmo homem em 3 épocas diferentes formam um só texto

“A insegurança e a frustração levam o homem à violência e à guerra.”
“Se todos quisessem a paz ao invés de um aparelho de tv, todos teriam a paz.”
“…então eu pergunto: porque não dar uma chance para a paz?”

John Winston Lennon
John Lennon

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Lego é legal!

Por que LEGO é um dos melhores brinquedos para crianças?


Há mais de 50 anos, LEGO têm animado um número incontável de crianças. Estes brinquedos de construção  de pequeno porte são encontrados em casas de todo o mundo, enquanto as crianças passam horas construindo qualquer coisa que a mente pode pensar. Felizmente, todo o tempo que se passa brincando com LEGO não é apenas diversão para as crianças, também é benéfico para que elas aprendam habilidades básicas.

Habilidades de matemática e ciência
Construir com blocos LEGO promove o raciocínio espacial e consciência de proporções e padrões. Quando a criança constrói, sua mente usa o raciocínio sobre que peças vão funcionar melhor, como devem ser organizadas e quão grande ou pequena a criação deve ser. Os tijolos básicos de LEGO também ensinam frações e divisão. Do inteiro para a metade e até menores partes, as crianças estão aprendendo frações, mesmo sem perceber. Física e habilidades de engenharia também são sorrateiramente sendo desenvolvida. Quando uma criança constrói um prédio alto ou ponte, que ele ou ela está aprendendo a pensar em três dimensões, peso, equilíbrio e apoios de uso para essas estruturas devem ser pensados. Em modelos mais complexos, as crianças podem inclusive aprender noções de mecatrônica e mecânica.
Desenvolvimento da Criança
O benefício mais óbvio é o desenvolvimento de habilidades motoras finas. As habilidades motoras finas são aquelas que requerem pequenos movimentos musculares. Como uma criança manipula os tijolos de Lego, ele está desenvolvendo a coordenação dos pequenos músculos dos dedos e das mãos. A capacidade de seguir instruções também é um benefício da construção de Lego. Muitos kits de Lego vêm com o passo-a-passo que uma criança deve seguir para completar a tarefa.
Aprendendo com LEGO
LEGO, um brinque que nunca deixa sua popularidade cair, continua educando e divertindo várias gerações. (Foto: kotaku.com)
Habilidades de pensamento
Quando uma criança constrói com LEGO, ela está usando habilidades para resolver problemas. Ela tem que descobrir quais blocos trabalham melhor em sua construção, às vezes usando o método de tentativa e erro. Planejamento e organização são outros benefícios. LEGO requer que a criança tenha um plano antes que ela construa, mesmo que seja apenas uma base. Ela também deve organizar seus pensamentos, assim como as peças de Lego, a fim de trazer a sua ideia para a vida.
Criatividade
A criatividade é, talvez, o mais óbvio dos benefícios da aprendizagem com LEGO. Construção com blocos favorece a criatividade de uma criança. As crianças podem deixar de lado os kits didáticos e usar apenas as peças de Lego para criar qualquer coisa suas mentes podem imaginar. Livre e aberto, LEGO incentiva as crianças a pensar fora da caixa e sonhar infinitas possibilidades.

Extraído do site "Palpite Digital".

sexta-feira, 24 de maio de 2013

"Miraram na raposa, acertaram na ovelha" e sua "Boa resposta"
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Texto
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Resposta
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Miraram na raposa, acertaram na ovelha.

É isso que acontece quando uma lei é feita apenas para satisfazer grupos ideológicos.
E as empregadas domésticas? Venderam a elas a ideia de que agora teriam os direitos idênticos aos de todos os empregados formais, que passariam a gozar de férias, FGTS, horas extras...

E algumas estavam até comemorando, pois, se o pessoal lá de Brasília falou que elas têm direito, então, a partir de agora, bastaria exigi-los. Doce ilusão! O que elas estão recebendo, e em massa, são comunicações de dispensa.

Alguém pensou que seria diferente? Acreditem, o poder público não pode direcionar o mercado como muitas pessoas acham que ele pode. Ele tenta, cria normas, faz leis, impõe regras, mas, no fim das contas, o fator decisivo sempre será a oferta e a procura.

O que os fazedores de lei esqueceram, neste caso, é que o trabalho doméstico, se muitas vezes parece indispensável, é uma necessidade de natureza bastante diversa em comparação ao trabalho em uma empresa comercial. Esta, por definição, precisa de empregados para existir, para prestar seus serviços, fabricar seus produtos, vender seus bens. Sem funcionários uma empresa não existe. O trabalho doméstico, pelo contrário, por mais que pareça indispensável, em sua ausência não se altera a natureza do domicílio. Pode causar alguns transtornos, mas o lar permanece um lar, com ou sem empregada.

Ora, bastava dar uma olhadinha para países mais ricos, como os EUA e Canadá, para saber que o endurecimento de regras trabalhistas, ao invés de colaborar para o implemento de direitos, de fato, impedem sua efetivação. Nesses países o trabalho doméstico é quase inexistente. Com exceção de pessoas com muito dinheiro, poucos se atrevem a contratar um trabalhador doméstico com todos os encargos que lhe são peculiares. Porém, nesses países mais ricos o impacto dessa impossibilidade é absorvido por outras oportunidades de emprego. Aqui no Brasil, porém, onde ainda para pessoas sem formação específica a oferta de trabalho não é assim tão abundante, conceder direitos formais, ao invés de conceder ganhos para os supostos beneficiados, é o que acaba promovendo é o desemprego.

O resultado dessa lei será, portanto: a demissão em massa de trabalhadoras domésticas, lançando-as para o trabalho autônomo de diaristas, com o óbvio aumento de oferta desse tipo de serviço, com a consequente diminuição dos valores de remuneração, exatamente por causa da concorrência. Quiseram favorecer os empregados, acabaram apenas favorecendo os patrões.

Principalmente aqueles que sempre fugiram de arcar com os custos trabalhistas. Miraram na raposa, acertaram na ovelha.

É isso que acontece quando uma lei é feita apenas para satisfazer grupos ideológicos. Estes, normalmente, são terrivelmente míopes para a história e para os fatos. Vêem tudo pela ótica do explorador e explorado, pela luta de classes e não percebem que, na realidade, as relações são bem mais complexas do que isso. O que mais ouvi, nestes dias, foi a retórica da libertação das domésticas, o fim de sua escravidão, e que essa era a última conquista que restava na área trabalhista. Porém, será que nunca se perguntaram o motivo delas possuírem menos direitos que os trabalhadores de empresas? Talvez, sim. Porém, como é de praxe, concluíram que isso devia-se a preconceito, interesse ou segregação.

Ao que parece, que nenhum deles parou para pensar é que a natureza do trabalho doméstico é completamente diferente do trabalho empresarial. Melhor dito: o empregador doméstico jamais pode ser colocado em pé de igualdade com o empresário. Este, ao pagar salários, incorpora esses gastos nos preços de seus produtos e serviços. Por isso, o número de funcionários que possui depende, diretamente, da projeção de vendas e negócios que espera realizar. O empregador domiciliar, pelo contrário, paga sua empregada doméstica com o dinheiro de seu próprio bolso, sem possibilidade de reembolso. Aqui, funcionário é apenas gasto; lá, é investimento.

Por tudo isso, já se pode considerar esta uma das piores leis trabalhistas da história.


Fabio Blanco é advogado e teólogo.

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A Boa resposta ao artigo "Miraram na raposa, acertaram na ovelha".

Entendo que a tentativa do governo foi de igualar, formalmente, a importância do trabalho de uma empregada doméstica ao trabalho de um empregado comercial. A avaliação da importância das duas classes de trabalho vai muito além do que o cidadão acima coloca em questão.


Ao contrário do que o escritor acima diz, sei que o trabalho de uma doméstico é tão essencial quanto o trabalho empresarial. Ele com certeza não lava um prato dentro de casa, por isso não sabe a indispensabilidade de uma trabalhadora doméstica. Com certeza ele não tem filhos, e se os tem, deixou a criação a cargo da mãe ou de uma outra pessoa. A maioria dos homens certamente vai concordar com este artigo.

Sem a empregada doméstica, muitos empresários estariam impossibilitados de terem seus negócios, pois teriam que ficar em casa para cuidar dos filhos e da casa.

Os homens talvez não deixassem seus negócios parados, pois deixariam a casa e os filhos por conta da mulher.

O trabalho doméstico está inteiramente ligado ao crescimento da mulher no mercado de trabalho, pois sem estas magníficas trabalhadoras, seria impossível deixarmos nossos filhos em casa para ascender em nossas profissões.

A legislação trabalhista brasileira é uma das mais avançadas do mundo, ao contrário do que muitos pensam.

Sei que muitos de nós não podem, ainda, pagar a uma doméstica todos os direitos que lhe são devidos. Mas a projeção é que o mercado absorva cada vez mais o trabalho feminino no Brasil, dando às mulheres salários tão altos quanto os pagos aos homens (pesquisas apontam que homens ganham salários maiores do que as mulheres no Brasil). Dessa forma, as mulheres poderão ajudar cada vez mais na despesa de casa, e assim pagarem às domésticas o que elas realmente merecem.

Lamento muito que isso ainda não seja realidade, e que tantas delas estejam sendo dispensadas por conta da complicação da legislação. Mas todo começo de mudança é complicado mesmo. (...)


Ariane P. Borges é Contadora