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sexta-feira, 27 de maio de 2011

Poesia de Thom Yorke

Planeta "Telex"
Radiohead


Você pode forçá-lo mas ele não virá
Você pode prová-lo mas ele não vai se consolidar
Você pode pressioná-lo mas ele sempre estará aqui
Você pode pressioná-lo mas ele sempre estará por perto
Te seguindo até sua casa dizendo
Tudo está quebrado
Todos estamos quebrados

Você pode forçá-lo mas ele continuará incomodando
Você pode esmagá-lo tão seco quanto um osso
Você pode leva-lo à casa direto desde a escola
Você pode beijá-lo, você pode quebrar todas as regras
Mas ainda assim
Todas as coisas ainda estarão quebradas
Todos estamos quebrados

Todos estamos, todos estamos quebrados
Todos estamos, todas as coisas estão quebradas

Por que você não pode esquecer?
Por que não podemos esquecer?
Por que você não pode esquecer?



http://www.youtube.com/watch?v=PXyrCRd1ikw

sábado, 12 de junho de 2010

Para dançar cores na mente da gente

Como Wander Wildner, eu não consigo ser alegre o tempo inteiro:

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Pro povo besta que diz:

"Ah, "behind blue eyes" é a canção mais bonita do limp biskit." Ela é bonita sim, mas é de uma banda de muito bom gosto, um tanto antiga (eheh anos 60) chamada THE WHO, uma das melhores "da categoria". Confiram essa apresentação recente, 1979:
.

O povo não tem mais o que inventar

Não, essa é boa! hehehe. Pior que depois de ouvir isso duas vezes eu estou misturando na mente as musicas. Estou esquecendo de como eram "Learn To Fly" e "In Bloom".
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sábado, 18 de julho de 2009

Eu vivi um dia de Janeiro

"Olha como faz"
Esse é um amigo de universidade, o apelidado de Tio-Mau. Essa é uma moça que eu ainda não conheço, mas se for querida por Tio-mau já é meio caminho para meu apreço. Esta é a canção "Dias de Janeiro" sendo interpretada de uma maneira que me fez pensar, sentir e escrever.

Sabem... Despretensão total? Sabe naturalidade, improviso?... Sabe ARTE?
Eu ouso dizer, isso é um desafio à Hollywood! Hollywood produz filmes surreais...
Mas essa realidade aconchegante teria que ser com a pior/inferior das tecnologias, pra capturar a imperfeição do homem e a perfeição dessa condição humana. Talvez a Vapor Filmes com seus curtas - eu disse talvez - Hehe.



Eu viajo. Viajo?

sexta-feira, 3 de julho de 2009

“O futuro não é mais como era antigamente”

Índios
“O futuro não é mais como era antigamente”.

Seja lá o que Renato Russo queria alcançar compondo esta canção, acho que ele conseguiu, pois conseguiu mais do que somente uma coisa com ela.
Começando com uma bateria que começa sozinha, “reta”, sem firulas, perfeitamente equalizada e agradavelmente séria. Em seguida entram vocais, dedilhado de violão, provavelmente, fundo de teclado e um baixo de muita personalidade e precisão.

Esta parte já me bate e me derruba ao chão, como que me paralisasse e me obrigasse a ouví-la. Segundo, ela me enche de lembranças. A canção me maltrata por parecer que sabe muito sobre mim porque me conhece desde quando eu era criança. Sinto algo muito estranho, certa invasão de privacidade, parece que não posso mentir porque esta musica sempre esteve ao meu lado, mesmo quando não notei.

Daí, como se não bastasse, vêm as frases de efeito, tais como:
“Quem me dera ao menos uma vez provar que quem tem mais do que precisa ter quase sempre se convence que não tem o bastante, fala demais por não ter nada a dizer”.
“Quem me dera ao menos uma vez que o mais simples fosse visto como o mais importante, mas nos deram ESPELHOS e vimos um mundo doente”.
“Quem me dera ao menos uma vez (...) acreditar que o mundo é perfeito e que todas as pessoas são felizes. Quem me dera ao menos uma vez fazer com que o mundo saiba que seu nome está em tudo e mesmo assim ninguém lhe diz ao menos obrigado”.

Tudo isso numa canção direta, sem solos de guitarra e com uma voz que vai do mais intimista ao gritante protesto. No início da canção dá a impressão que o Renato está falando aos nossos ouvidos, como se este “mundo doente” estivesse aqui por culpa de todos nós, parece que está dizendo isso a você, o que lhe dá mais vida, na voz dele nesta canção notamos ele vivo. Nem é preciso muita apuração para capturar este sentimento.

Falo isso tudo acima fora a mais pertinente das mensagens da canção que é o olhar cuidadoso sobre os índios, que não está somente nesta canção, mas sim, em várias musicas do Renato. Basta escutar outras canções da Legião Urbana e observar, sempre há um olhar sobre os nossos índios, parece que era algo que afetava ao Renato e que acabou se tornando uma das maiores mensagens que eu particularmente me lembro quando “vejo” a figura dele.

terça-feira, 19 de maio de 2009

The Smiths - Cemetery Gates


Um tenebroso dia ensolarado
Então eu encontro você nos portões do cemitério
Keats e Yeats estão do seu lado
Enquanto Wilde está do meu

Então nós entramos e gravemente lemos as lápides
Todas estas pessoas, todas estas vidas
Onde estarão agora?
Com amores e ódios
E paixões iguais às minhas
Elas nasceram
Então viveram
E então morreram
O que parece tão injusto
E me dá vontade de chorar

Você diz:
"Aqui três vezes o sol prestou saudação a aurora"
E você alega que estas palavras são suas
Mas eu sou muito instruído e já as ouvi
Uma centena de vezes (talvez menos, talvez mais)
Se você quer escrever prosa/poesia
As palavras usadas tem que ser as suas próprias
Não plagie ou pegue "emprestado"
Porque há sempre alguém, em algum lugar
que é narigudo e sabe
E que te passa uma rasteira e ri
Quando você cai
E que te passa uma rasteira e ri
Quando você cai

Você diz:
"Aqui feitos antigos foram feitos"
Palavras que só poderiam ser suas
E então você produz o texto
De onde isso foi arrancado
(alguma puta tonta, 1804)

Um tenebroso dia ensolarado
Então vamos onde somos desejados
E eu te encontro nos portões do cemitério
Keats e Yeats estão do seu lado
Mas você perde
Porque Wilde está do meu

terça-feira, 28 de abril de 2009

Uma Resenha Musical

Desta vez o sentido é literal: Estes caras são fora do comum. Sem dar nome aos bois, nem à carruagem, até porque quem mora na pequena cidade de Alagoinhas e ouve rock há mais de 10 anos sabe de que estou falando.
Eles não fazem questão alguma de tocarem para grandes públicos ou serem famosos. Aí entra o clichê, mas entro eu também em defesa argumentativa: este comportamento da banda também é literal, o que eu, aliás, acho uma pena, um desperdício.
Vou explicar por que:
Para começar, eu não toco na banda, eles ensaiam quatro ou cinco dias na semana, e eu faço o possível para estar em todos os ensaios, chegando lá, eu esqueço do mundo e espero por qualquer música. Todas são preferidas. Daí começam as melodias, elas voam como flechas diretas em meu coração, a partir daí fica difícil não se encantar com qualquer letra, mesmo que fossem letras quaisquer, mas que não são.
Eu só posso dizer que eles moram lá "onde a luz é condensada". Posso dizer também que eles usam de arranjos sem muita sofisticação, que seus equipamentos são precários e que eles abusam de criatividade. Às vezes eu penso que pegaram pedaços do Iam Curtis, Jim Morrison, Renato Russo e do Raul Seixas(principalmente), bateram numa centrífuga e fizeram estes caras se embebedarem com o sumo destas lendas do rock.
Mas as coisas não ficam lá atrás, no passado, como as mortes dos seus ídolos. Suas musicas namoram a atualidade, abrem a boca e falam daqueles “vermes perfumados” em seus “palácios de ouro”, nos contam das pessoas que não vêem mais o pôr-do-sol e nem as estrelas. Falam das “dores computadas” , e da “alienação servida”, dentre outras verdades contemporâneas.

Por isso que, se dependesse de minha vontade, esta banda levaria idéias de reflexão; entretenimento; valores morais; da alienação; corrupção; da transcendentalidade e muito mais para um público muito maior, para ouvidos mais atentos, para almas famintas de algo bom e natural que os livre desta atual náusea sintética.

segunda-feira, 5 de março de 2007

Porque pra compor não existe hora e nem lugar...


Porque pra compor não existe hora nem lugar
Mesa de casa nem de bar
Cadeira nem sofá
Luz elétrica nem solar... Alias, eu nem sei solar...

-Poxa, eu pensava que podia colocar a musica em mp3 aqui no blog, seria massa primeira versão bem sussurrada, porque meus familiares prezam bastante o sono, principalmente de madrugada...

-Musica ainda sem nome, nascida na mesa do Talismã... (desenhos, Ari e Danúbio). rs...
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Coisas que nunca pensei que fariam diferença pra você
nos fazem tão felizes...
Quanto tempo eu perdi pensando em que devo sentir: se estava ou não afim...
Me ajudam a viver, sentimentos são assim: me empurram para ti

Tudo e um pouco mais,
você que me satisfaz.
Vi você olhar pra tras,
não faça isso jamais!

(Rafael Borges)