quinta-feira, 7 de maio de 2009

New Wave New Writter


Chegou o momento em que todo mundo é escritor. Mesmo que só digite, que tenha esquecido o papel e a caneta de lado. É como se fosse apenas saber exemplificar (quase sempre um dadaísmo -leia-se: "nada com nada"-), fazer criticas superficiais e desnecessárias (como esta) e fazer a correção do texto no final...

Parece que isso basta, e assim, escritores todos somos. E isso se aplica também à música, e a outros tipos de arte. É a arte de fazer arte, arte desleixada, sem compromisso, arte contemporânea, plástica, vestida em camisa de vênus, eu acho. Arte boba e marginal, mais boba que banda de rock, ainda mais boba que o zeca baleiro (ja tocando na cultura do: sou o tal: ouço velvet undergroung e R.E.M, pixies, sonic youth, conheço surf music e tropicalha, sou anti-moda, sou o caralho... quantas roupas se vestem(ta virando farda) quero ser pop só pra atrapalhar agora!

Mas voltando a questão dos textos modernos... Por que não colocar mais um exemplar de textos do tipo, jogar "na linha" e me tornar um escritor também.
A facilidade que buscavamos, encontramos. Acordemos, aproveitemos com todo o entusiasmo que conseguirmos forjar de nós mesmos!

terça-feira, 28 de abril de 2009

Uma Resenha Musical

Desta vez o sentido é literal: Estes caras são fora do comum. Sem dar nome aos bois, nem à carruagem, até porque quem mora na pequena cidade de Alagoinhas e ouve rock há mais de 10 anos sabe de que estou falando.
Eles não fazem questão alguma de tocarem para grandes públicos ou serem famosos. Aí entra o clichê, mas entro eu também em defesa argumentativa: este comportamento da banda também é literal, o que eu, aliás, acho uma pena, um desperdício.
Vou explicar por que:
Para começar, eu não toco na banda, eles ensaiam quatro ou cinco dias na semana, e eu faço o possível para estar em todos os ensaios, chegando lá, eu esqueço do mundo e espero por qualquer música. Todas são preferidas. Daí começam as melodias, elas voam como flechas diretas em meu coração, a partir daí fica difícil não se encantar com qualquer letra, mesmo que fossem letras quaisquer, mas que não são.
Eu só posso dizer que eles moram lá "onde a luz é condensada". Posso dizer também que eles usam de arranjos sem muita sofisticação, que seus equipamentos são precários e que eles abusam de criatividade. Às vezes eu penso que pegaram pedaços do Iam Curtis, Jim Morrison, Renato Russo e do Raul Seixas(principalmente), bateram numa centrífuga e fizeram estes caras se embebedarem com o sumo destas lendas do rock.
Mas as coisas não ficam lá atrás, no passado, como as mortes dos seus ídolos. Suas musicas namoram a atualidade, abrem a boca e falam daqueles “vermes perfumados” em seus “palácios de ouro”, nos contam das pessoas que não vêem mais o pôr-do-sol e nem as estrelas. Falam das “dores computadas” , e da “alienação servida”, dentre outras verdades contemporâneas.

Por isso que, se dependesse de minha vontade, esta banda levaria idéias de reflexão; entretenimento; valores morais; da alienação; corrupção; da transcendentalidade e muito mais para um público muito maior, para ouvidos mais atentos, para almas famintas de algo bom e natural que os livre desta atual náusea sintética.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Banda Universo Distorcido



A banda “Universo Distorcido” existiu desde Julho de 2008 do ano passado até 4 de Abril de 2009. Nosso primeiro e único show foi no dia 1º de novembro de 2008, no evento Mosh in Rock, num clube muito tosco.



O evento não foi dos melhores mas a experiência foi boa para a banda. Porém, depois do Réveillon não houve ensaio algum por falta de interesse por um dos instrumentistas e então chegamos ao fim da banda.
As musicas da banda, algumas, entrarão num novo trabalho. Apesar de colocar algumas musicas da “Universo Distorcido” no novo trabalho, juntamente com musicas dos outros artistas, a essência da banda Universo Distorcido ficará com a Universo Distorcido, vagando no ar, na minha memória, e propagando no universo afora... De repente fazendo um monte de extraterrestrezinhos balançarem o esqueleto a alguns milhões de anos-luz daqui.
(Ou será que serão invertebrados estes extraterrestrezinhos?)

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

UM XIS, UM NADA, UMA NEGADA


E todos nos seus direitos.
Mas é de causar saudades, as risadas em mesas de bar e cantorias alegres.
Alguns condenados entraram e alguns foram condenados a sair. Normal, virou Estado.
Tudo já vivido em outras turmas, em outras gerações. A coisa cresceu, pois "um pequeno grupo sempre foi e sempre será até o fim" (K. Cobain). Mas este grupo cresceu, involutariamente, como uma excitação, e como uma excitação, perdeu sua a razão!

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

GRANDE BANG

..............................................................................................................................................................................................................................12 de Novembro de 2008.
Dor aguda no estômago.
Olhos inundados de lágrimas.
Cobranças.
Saliva grossa e grudenta como queijo derretido.
Falta de ar.
Armas brancas e uma vontade de morte.

Neste momento eu penso na minha morte como penso na dos outros. Aquele cara, assim e assado, morreu ou matou-se, dizem que por isso, acho que por aquilo... E depois o fim dado pelo esquecimento.
E os próximos? Dor. Muita dor. Então eu aguento sozinho.

Não quero pânico. Quero paz. Sinto saudades de Ari.
Eu estou tão sério quanto um velho burro amarrado, preso ao sol.
A alma está lavada, o coração está voltando a bater normalmente.
Nem tudo são ervas daninhas, mas eu não gosto deste mundo carnal, de matéria, pois corpo, coração, mente e espírito estão fora do equilíbrio.

Emotional healing for family upsets, a broken heart, or other problems, and psychological healing for mental illnesses are handled differently still. "Sometimes we need to heal our impatience," Jamie Sams says. "And sometimes we need to heal our frustrations. Many times we need to heal the internal criticism that our brain is constantly carrying on, which makes us feel less than. But always, we need to take a look at that which does not work in our lives, and makes our behavior out of balance towards ourselves and others."

sábado, 25 de outubro de 2008

"Mistérios e Paixões"



Oh, como eu sinto falta da “Clack-Nova” que nunca tive!
É muito triste o papel em branco, é solitário. É também sufocante querer livrar o peso da alma, mas não saber como fazer o cambio para o papel.
Cada sentimento que passa por mim, que muda algo em mim, a freqüência cardíaca, a freqüência psíquica e etc. Eu queria saber como descrevê-los corretamente pra me orgulhar no fim da página, e com esse orgulho pouco, fazer uma tempestade de bem-estar. E as coisas que não são palavras, e as coisas que nunca serão decodificadas? Estas são sagradas!
Por isso ninguém que mereça atenção escreve Deus ou dita. No máximo faz uma idéia de como seria. Ousadia todos tem, todos os sentimentos existem em todos os seres humanos, assim como conseguimos reconhecer-nos nos outros: Oh, que asqueroso, estupro, assassinato, pedofilia... Cada sentimento existe e é necessário pra nosso “sistema operacional” reconhecê-los para evitar ou não o uso. Até mesmo a hipocrisia está contida em todos nós.
Mas a questão aqui é que não há questão dentro de uma dezena de linhas e algo mais, e nem por isso eu aceito o texto como não-válido.
Saudações.

Rafael Oliveira

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Esquizofrenico


-É que todas as vezes que passo por uma funerária e olho pra dentro, todos aqueles caixões, tão lindos se não fosse sua utilidade, eu, inevitavelmente olho pra alguém nas ruas, e este alguém morre em menos de uma semana. Isso me atormenta.
-Eu não tenho como não ver outras pessoas na rua, as ruas estão sempre cheias e eu não posso fechar meus olhos e continuar andando. Daí ele me dizem: Por que então não deixa de olhar para as funerárias?
Eu evito, mas às vezes não dá. Às vezes me esqueço e às vezes eu estou em outras cidades.
Uma vez foi uma menininha negra e sorridente, cheia de vida...
E é por isso que eu estou digitando, meu coração está batendo muito forte e eu sei que morrerei com algum enfarte, algum desses aneurismas ou sei lá. É que hoje eu olhei pro caixão mais bonito de todos e depois me vi no reflexo do espelho do carro da funerária!