terça-feira, 19 de maio de 2009


Até onde nossos olhos de formigas nos permitem ver?
Nossos olhos de formigas vêem o céu?
Esta, desta vez, é uma postagem que deixo a livre imaginação de cada um que venha a ler. É a coisa da nossa cegueira. Onde será que essa cegueira nos conduz?Uma cegueira dos olhos do corpo físico nos força a aumentar a percepção dos outros sentidos sensoriais. E este tipo de cegueira, que não nos permite enxergar, por exemplo, a energia. Será que ela evolui alguma outra coisa em nós ou só nos limita? Será que todos somos definidos realmente de limites?
*Essa foto retrata a minha pessoa, de camisa azul, e uma das pessoas com quem mais converso, e, conseqüentemente, troco opiniões sobre estes temas. Nós costumamos ficar abaixo do céu, as vezes tentando enxergar o mais longe possível. E nós nos namoramos.

The Smiths - Cemetery Gates


Um tenebroso dia ensolarado
Então eu encontro você nos portões do cemitério
Keats e Yeats estão do seu lado
Enquanto Wilde está do meu

Então nós entramos e gravemente lemos as lápides
Todas estas pessoas, todas estas vidas
Onde estarão agora?
Com amores e ódios
E paixões iguais às minhas
Elas nasceram
Então viveram
E então morreram
O que parece tão injusto
E me dá vontade de chorar

Você diz:
"Aqui três vezes o sol prestou saudação a aurora"
E você alega que estas palavras são suas
Mas eu sou muito instruído e já as ouvi
Uma centena de vezes (talvez menos, talvez mais)
Se você quer escrever prosa/poesia
As palavras usadas tem que ser as suas próprias
Não plagie ou pegue "emprestado"
Porque há sempre alguém, em algum lugar
que é narigudo e sabe
E que te passa uma rasteira e ri
Quando você cai
E que te passa uma rasteira e ri
Quando você cai

Você diz:
"Aqui feitos antigos foram feitos"
Palavras que só poderiam ser suas
E então você produz o texto
De onde isso foi arrancado
(alguma puta tonta, 1804)

Um tenebroso dia ensolarado
Então vamos onde somos desejados
E eu te encontro nos portões do cemitério
Keats e Yeats estão do seu lado
Mas você perde
Porque Wilde está do meu

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Existe esta tristeza...


Existe uma tristeza que todo mundo consegue sentir. Existe então esta tristeza que passa por nosso sentimento e que eu tenho o direito de externar com a faculdade da escrita.
Existe esta tristeza de quando, por exemplo, alguém muito querido morre.
Em menor escala, mas não insignificante, existe também aquela de quando uma pessoa que gostamos e com que nos acostumamos se vai, volta de onde um dia veio ou coisa do tipo.
Existe uma outra tristeza, e, comparando com as duas situações acima, eu diria que era para ser em média escala, a tristeza de alguém com quem nos relacionamos de enumeras maneiras, em variadas circunstancias e lugares diversos, e temos que romper este laço. E tudo de bom que o laço atou fica marcado como uma marca que afunda na pele, aquela lembrança viva. E as lembranças ruins, estas até se elegem a justificar o rompimento.
Existe esta tristeza que boas musicas só pioram, que o silêncio só piora, que uma página em branco só faz tudo piorar.
Existe este momento em que não sabemos o que fazer, mas sabemos que muda nossas vidas e muito.
Existe este momento que eu queria que não existisse.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

New Wave New Writter


Chegou o momento em que todo mundo é escritor. Mesmo que só digite, que tenha esquecido o papel e a caneta de lado. É como se fosse apenas saber exemplificar (quase sempre um dadaísmo -leia-se: "nada com nada"-), fazer criticas superficiais e desnecessárias (como esta) e fazer a correção do texto no final...

Parece que isso basta, e assim, escritores todos somos. E isso se aplica também à música, e a outros tipos de arte. É a arte de fazer arte, arte desleixada, sem compromisso, arte contemporânea, plástica, vestida em camisa de vênus, eu acho. Arte boba e marginal, mais boba que banda de rock, ainda mais boba que o zeca baleiro (ja tocando na cultura do: sou o tal: ouço velvet undergroung e R.E.M, pixies, sonic youth, conheço surf music e tropicalha, sou anti-moda, sou o caralho... quantas roupas se vestem(ta virando farda) quero ser pop só pra atrapalhar agora!

Mas voltando a questão dos textos modernos... Por que não colocar mais um exemplar de textos do tipo, jogar "na linha" e me tornar um escritor também.
A facilidade que buscavamos, encontramos. Acordemos, aproveitemos com todo o entusiasmo que conseguirmos forjar de nós mesmos!

terça-feira, 28 de abril de 2009

Uma Resenha Musical

Desta vez o sentido é literal: Estes caras são fora do comum. Sem dar nome aos bois, nem à carruagem, até porque quem mora na pequena cidade de Alagoinhas e ouve rock há mais de 10 anos sabe de que estou falando.
Eles não fazem questão alguma de tocarem para grandes públicos ou serem famosos. Aí entra o clichê, mas entro eu também em defesa argumentativa: este comportamento da banda também é literal, o que eu, aliás, acho uma pena, um desperdício.
Vou explicar por que:
Para começar, eu não toco na banda, eles ensaiam quatro ou cinco dias na semana, e eu faço o possível para estar em todos os ensaios, chegando lá, eu esqueço do mundo e espero por qualquer música. Todas são preferidas. Daí começam as melodias, elas voam como flechas diretas em meu coração, a partir daí fica difícil não se encantar com qualquer letra, mesmo que fossem letras quaisquer, mas que não são.
Eu só posso dizer que eles moram lá "onde a luz é condensada". Posso dizer também que eles usam de arranjos sem muita sofisticação, que seus equipamentos são precários e que eles abusam de criatividade. Às vezes eu penso que pegaram pedaços do Iam Curtis, Jim Morrison, Renato Russo e do Raul Seixas(principalmente), bateram numa centrífuga e fizeram estes caras se embebedarem com o sumo destas lendas do rock.
Mas as coisas não ficam lá atrás, no passado, como as mortes dos seus ídolos. Suas musicas namoram a atualidade, abrem a boca e falam daqueles “vermes perfumados” em seus “palácios de ouro”, nos contam das pessoas que não vêem mais o pôr-do-sol e nem as estrelas. Falam das “dores computadas” , e da “alienação servida”, dentre outras verdades contemporâneas.

Por isso que, se dependesse de minha vontade, esta banda levaria idéias de reflexão; entretenimento; valores morais; da alienação; corrupção; da transcendentalidade e muito mais para um público muito maior, para ouvidos mais atentos, para almas famintas de algo bom e natural que os livre desta atual náusea sintética.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Banda Universo Distorcido



A banda “Universo Distorcido” existiu desde Julho de 2008 do ano passado até 4 de Abril de 2009. Nosso primeiro e único show foi no dia 1º de novembro de 2008, no evento Mosh in Rock, num clube muito tosco.



O evento não foi dos melhores mas a experiência foi boa para a banda. Porém, depois do Réveillon não houve ensaio algum por falta de interesse por um dos instrumentistas e então chegamos ao fim da banda.
As musicas da banda, algumas, entrarão num novo trabalho. Apesar de colocar algumas musicas da “Universo Distorcido” no novo trabalho, juntamente com musicas dos outros artistas, a essência da banda Universo Distorcido ficará com a Universo Distorcido, vagando no ar, na minha memória, e propagando no universo afora... De repente fazendo um monte de extraterrestrezinhos balançarem o esqueleto a alguns milhões de anos-luz daqui.
(Ou será que serão invertebrados estes extraterrestrezinhos?)

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

UM XIS, UM NADA, UMA NEGADA


E todos nos seus direitos.
Mas é de causar saudades, as risadas em mesas de bar e cantorias alegres.
Alguns condenados entraram e alguns foram condenados a sair. Normal, virou Estado.
Tudo já vivido em outras turmas, em outras gerações. A coisa cresceu, pois "um pequeno grupo sempre foi e sempre será até o fim" (K. Cobain). Mas este grupo cresceu, involutariamente, como uma excitação, e como uma excitação, perdeu sua a razão!