(resenha na UNEB também posto no blog -> www.oespaçodasletras.blogspot.com )
Tomemos como base de estudo o artigo “O conflitante encontro de LM com uma LE”
de Juliana Santana Cavallari
Usamos da leitura do artigo acima descrito para melhor pensar sobre o efeito que o processo da aprendizagem de uma LE provoca num sujeito-aprendiz. Partindo da observação de que a LM é a primeira experiência do sujeito com a Linguagem, comunicação e linguística.
Em seu artigo, a autora cita alguns teóricos literatos como a Revuz, o Pereira de Castro e o Milner. Pereira de castro salienta que “a peculiaridade de LM torna-se um elemento latente na relação com qualquer outra língua”. Revuz argumenta que é a LM que consiste a base psíquica do ser, levando a autora a concluir que, durante o processo de aprendizagem de uma LE são solicitadas as bases da estruturação psíquica, estruturação esta que podemos chamar de Linguagem, e neste caso, a LM.
Notemos que a aquisição de uma LM e a aprendizagem de uma LE nos mostra dados importantes. Enquanto a LM se apresenta ao sujeito como “Língua Nacional de captura ou Servidão Voluntária”, a LE pode ser o desejo de ter escolha, a liberdade de escolher uma ordem e as regras para se exprimir.
A autora diz que “toda tentativa de aprender uma outra língua vem perturbar, questionar, modificar aquilo que está inscrito em nós com as palavras de uma primeira língua”, já que, ao sujeito, parece que LM sempre esteve com ele e que a aprendizagem de uma LE se constitui uma experiência lingüística totalmente nova, o que não é verdade.
A autora relata ainda, uma situação de sala de aula de aprendizagem de LI (língua inglesa) como língua estrangeira, onde um aluno confunde a sonoridade da expressão “come along” com algo parecido como camarão, já que estavam falando neste momento em restaurante de frutos do mar. O tal aluno se manifesta e diz: “camalon, bem parecido com camarão em português, não muda em quase nada” , e isto se torna motivo de risos. Sobre isso, a autora cita Milner onde ele diz que “entre o signo e a coisa significada a relação é de simples encontro”. E isto reforça também o que foi relatado no início do texto onde falamos que a LM consiste a base psíquica do ser, a estruturação lingüística, e esta é tomada como referência e solicitada quando se está aprendendo uma LE.
Para os interessados na fonte, o link do artigo estudado é: http://www.unicamp.br/iel/site/alunos/publicacoes/textos/c00015.htm
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