sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Insone


Antes você era misteriosa.
Antes você era excitante.
Uma vez você deixou medo, deixou esperanças, deixou saudades.
Uma vez trouxe-me paz, como um abrigo.
Agora você acelera meu coração num embalo ruim, me causa tédio.
Hoje você me causa aborrecimento, envelhecimento. Me causa raiva.
Agora você insiste com sua presença e eu não te quero por completo, não mais.
Agora, neste momento, eu escrevo pra você, escrevo na sua cara, noite.
Péssima noite, pra você, noite. E me deixe em paz.

domingo, 18 de maio de 2008

"FÍLINS"


E esse sentimento anônimo, repentino, abondandonante, assombroso, nauseante.
E esse sentimento que ao estomago embrulha tudo e faz da musica um inferno, da melodia um berro, da rua um beco. E esse sentimento de ser traído por uma mentira, uma porrada delas, nao por um beijo, nao por uma cama, nao por uma noite, mas por uma mentira!?
E essa desilusao e descrença em todas as pessoas que se pareçam com aquela?

quinta-feira, 17 de abril de 2008

De Novo


Rasgue estas paredes, é música, tudo pode para aquele que a usa.
Não fica acanhado, daqui não se pode ver esse seu lado, fica relax.
Esquece de tudo, queima os demônios de dentro, xinga os de fora, espanta.
Joga lixo na sala, planta moeda que nasce, você vive na selva melhor que na cidade.
Mostra sua cara, esconde a intenção, procura um espaço, morre e vive sempre, como ciclo d’água. Não tem fim e nem é nada demais.
Bota isso pra fora que sofrimento é doença, é a doença do momento. Mata como câncer, mata como AIDS mata. É tudo tão grande que não cabe no infinito, estamos vagando em espaço aberto.

Algo Neural, Mas Tudo No Plural



*Mas você não é de Salvador, veio com uma banda de lá... Sei lá?!
-Não.
*Mas a gente não se conhece?!
-Ah. Eu já falei muito com o baixista de sua banda quando vocês ensaiavam ali perto da igreja do galo.
*Uhm... Então é isso!
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/Vem cá essa noite, pó.
=Fazer o que?
/Quero mudar a minha noite.
=Mas se a noite ainda nem aconteceu, como você quer mudar? Ela ainda não existe!
/Mas a de ontem foi muito parecida com a de ante ontem. Eu não quero isso de novo.
=Então aconteça, exista diferente de ontem.
/Então me beija.
=Mas como? Eu só existo dentro de minha cabeça, você pare de encher o estômago de café!
/Então cala a boca e some! Eu não gosto disso! Eu preciso silenciar você, preciso silenciar minha mente.
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-É... Eu também não consigo explicar estas sensações, estas, essas, aquelas... É vida, é fluxo que às vezes é interrompido. Hoje com tanta freqüência que se tornou sagrado. É algo que deve ser vivido, simplesmente vivido, depois se lembrar ecoando, consumindo a memória de todo o meu ser a ponto de ficar babando com olhos fixos para aquilo que não se vê.
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*Rasgue estas paredes, é música, tudo pode para aquele que a usa.
Não fica acanhado, daqui não se pode ver esse seu lado, fica relax.
Esquece de tudo, queima os demônios de dentro, xinga os de fora, espanta.
Joga lixo na sala, planta moeda que nasce, você vive na selva melhor que na cidade.
Mostra sua cara, esconde a intenção, procura um espaço, morre e vive sempre, como ciclo d’água. Não tem fim e nem é nada demais.
Bota isso pra fora que sofrimento é doença, é a doença do momento. Mata como câncer, mata como AIDS mata. É tudo tão grande que não cabe no infinito, estamos vagando em espaço aberto.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Salve Salve John Frusciante!


Você não joga tua vida fora
Se voltando para dentro
Você tem que saber quem te observa
E quem próximo a você reside

No teu corpo
Onde você é lento
Onde você vai, não importa
Porque lá virá um tempo
Em que o tempo passará pela janela

E você aprenderá a sair de foco
Eu sou você e se nada se revela
Deveria

Você não perde seu tempo sentando quieto
Estou em uma corrente de memórias
É minha vontade

E eu tinha que consultar algumas figuras do meu passado
E eu sei que alguém além de mim
Vai voltar

Eu não estou contando sobre uma visão
Tive essa noite para perceber
Eu me desfiz dessa luta
Por ter feito coisas que não tinham nenhum por quê fazer

domingo, 18 de novembro de 2007

Matem seus amigos!


DIRETO, DESAFORADO, DANADO, DITADO, DURO, DISGRAMADO, DURADOURO DIABÓLICO-PACTUADO.

CHEGOU O DIA "D".

Só quero saber porque Diabos pensas que tendo de usar máscaras bonitas pra falar com você... Sem muitos dedos em meio aos diálogos daqui a diante!
E agir naturalmente, tanto quanto possível.
-Eu faço o que eu quiser. Me torno sofredor, vencedor, rei do meu-mundo, corno, ignorante, livre-arbitrado e iletrado até os ossos. Sozinho ou acompanhado (importante ressaltar).
-Não é revolta, mas revelação de uma metade revolta/metade despertar. Largo universidade? banda? amizade? saúde? caráter? paz? Só eu saberia.

Beijos Depravados!

Rafael Oliveira Borges

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Modernidade uma merda! Sem querer ofender à merda...

Ensaio sobre a Modernidade


Só temos a ganhar com a modernidade?

A figura acima é um retrato da modernidade. Descreve como estamos automatizados. Preferimos, ou às vezes fazemos sem pensar ou escolher, esperar uma fila enorme de gente conversando alto e fazendo barulho somente para pegar uma escada rolante, enquanto, ao lado temos uma simples escada, espaçosa, limpa e vazia. Um homem na foto sobre a escada enquanto uma multidão espera a escada moderna, que nos atrasa, mas nos leva de maneira mais sofisticada. E assim somos atingidos e sofremos com a sociedade atual, com a modernidade (e não modernismo!). Quando falo em modernidade me refiro ao que foi definido por Marschall Berman em seu livro "Tudo que é sólido desmancha no ar - A aventura da modernidade". Ele diz: “Existe um tipo de experiência vital - experiência de tempo e espaço, de si mesmo e dos outros, das possibilidades e perigos da vida - que é compartilhada por homens e mulheres em todo o mundo, hoje. Designarei esse conjunto de experiências como modernidade". No mundo moderno, por exemplo, a questão da identidade é uma questão pertinente e bem sofrida. Se você é criança, por exemplo, e você viaja muito a dois mundos diferentes, digamos que você more com seus pais e estude na capital do seu estado e sempre que pode você vai para o interior, a chamada “roça”, passear e visitar os parentes sempre. Estes dois mundos te impõem uma condição onde fica difícil saber quem você é, qual é seu sotaque, seu comportamento ou suas condições. Aprendemos nas escolas e na internet hoje em dia, pelo menos, que a modernidade destrói o ambiente natural e ergue um conjunto habitacional, e até aí tudo bem. Mas a coisa vai bem além disso. E isso não se sabe disso tudo quando criança. A paisagem muda rapidamente, nós ficamos tonto com as coisas modernas das grandes cidades, coisas dançando por todos os lados, out doors e letreiros invadindo nossa visão. Palhaços em frente de lojas, carros mais do que gente, barulho!

E quanto aos absurdos, a falta de referência, de cultura musical, de formação da valorização de um vocabulário decente? E quanto a violência no horário do almoço? Todo dia algo acontece, uma criança é arrastada pelo cinto de segurança do carro por varias quadras e depois ela é só mais uma noticia. Uma mulher é mutilada e jogada aos cães para que seja devorada e assim se suceda seu paradeiro. A educação familiar toma parte da culpa nisso sim, mas também a educação acadêmica! E quanto ao descaso com a “saúde” publica e seu papel no caos em que se encontra a modernidade? E a lista de questões e inquietações segue enorme.

Os filhos de pais pobres, pra frustração própria e dos filhos também, quando conseguem comprar um celular que o filho tanto queria, o amiguinho do filho exibe o de toque polifônico. Quando se consegue adquirir o de toque polifônico, vem o que bate foto... E já da para perceber que quando o filho pobre tiver o que bate fotos, o amigo vai está exibindo o que filma por vários minutos e depois lança no computador. E as crianças vão se criando nesta escravidão do materialismo, já nascem nela, cegas!

Tem também no pacote da vida moderna a massificação. Não pode ser por vontade própria que todo mundo gosta de som alto em carro com malas abertas, gosta de cerveja, de roupas com flores, de comportamentos e vestimentas idênticos, todos fãs de pagode e varias outras prisões. As pessoas estão presas, condicionadas aos mesmos gostos, pra não serem excluídas das listas de amigos. Medo de não aceitação. Pior que uma coisa vem puxando a outra

A evolução do homem, a meu ver, serve pra trazer doenças ao homem: AIDS, câncer, fobia social, depressão e síndrome do pânico. E uma enorme doença ao planeta, a modernidade. Claro que existem muitas coisas por trás das coisas que aqui questiono. Como Estados Nações poderosos, que lutam fervorosamente pra expandir seu poder e se tornar protagonistas da historia do mundo. Estes mesmos que aproveitam do consumismo e materialismo, da tecnologia que possuem, pra enriquecer às custas de outras nações que logo serão oprimidas por eles mesmos.


Rafael Oliveira