
A rotina cresceu como mato,
e invadiu os quintais da casa.
A rotina matou o padeiro, o amor, a moça jovem,
a menina da esquina, o palhaço do circo, o velho.
A rotina não gosta de cores, sons alegres, luz do dia,
maresia. Ela é limo, mofo e lama.
A rotina roeu como traça quilômetros de e-mails e poemas.
A rotina pintou os quadros de negro, e meu canto de cinza chumbo.
AUTORIA DE ANA BARBOSA
PS: Recomendo que leiam também "Liberdade..." da mesma.
Aqui tem o endereço: http://www.osolnascera.blogspot.com/
"Perfeita visão e descrição deste desconpaso que é a rotina, Aninha." Adorei, e peguei emprestado nem aviso... Falo contigo as soon as possible.
ResponderExcluiraninha, grande escritora!
ResponderExcluirpor onde andará esta menina?
=)