segunda-feira, 9 de novembro de 2009
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
O Livro e a Bagagem
Sempre que lemos bons livros nos deparamos com trechos, passagens, frases de efeito ou mesmo pensamentos que nos desperta a vontade de tê-los sempre à ponta da memória. Mas não é assim que acontece.
Nós todos, leitores ou não, sabemos, por exemplo, nossos nomes e sobrenomes, o nome do nosso planeta, que galinhas botam ovos e etc. São lembranças certeiras, mas não ficam necessariamente na ponta das nossas memórias. Então pensei em uma suposta solução: Fazer uma lista de todos estes fragmentos de bagagens que adquirimos das ótimas leituras. Dá certo? Dá errado. Falo por experiência, já o fiz e digo, é ainda pior. Você deposita aqueles preciosos pensamentos numa lista em um papel e guarda o papel – ás vezes num lugar estratégico de fácil consulta – e acontece que este ato de registrá-lo e guardá-lo faz com que nós pensemos que a lista está a salva, segura e sólida. E o que acontece? Ficamos tranqüilos com a bagagem em segurança e a deixamos de lado.
Desta forma, o esforço de lembrar se tornou o exercício de se esquecer. Então, e o que fazer? Eu leio tais trechos preciosos com muita calma e muita atenção – Deixo a naturalidade cuidar do resto.
Fugindo – não com displicência – o assunto em prol de uma relevante analogia, contarei um acontecimento real. Eu não posso tentar desesperadamente salvar na memória o momento presente em que me encontro, sentado a um banco – daqueles de praça – do campus universitário, bem acomodado e em paz numa tarde nublada de ventos frios, circundado por árvores variadas, pássaros e muito mais natureza.
De maneira semelhante a como reajo a leitura de um bom livro eu vivo com devida atenção e satisfação este momento sagrado, silencioso e saudável. É basicamente isso que aprendi com pouca leitura dos valores do povo oriental, a importância de se estar consciente do momento presente.
Acabando a precisa analogia volto ao motivo do texto, re-evocando a ideia de que preocupar-se (pré-ocupar-se)em guardar um peso de bagagem de leituras ou salvá-la em uma lista é quase como rejeitá-la à memória.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Um Texto Sem Graça
Sem graça sim, pois fazia algum tempo que já não sabia brincar com carros de brinquedo ou bonecos de luta. Talvez uns quatorze anos. Mesmo a lembrança de tal entretenimento estava meio turva, principalmente porque a ansiedade lhe corroera por dentro.
Se a universidade cumprisse com o calendário acadêmico, talvez isto não estivesse acontecendo, talvez este texto não fosse tão sem graça. Se seu tempo começa a deixar de existir por não ter referências, como por exemplos, coisas a fazer, ele começar a existir muito mais do que antes, só que agora, angustiante...
Porque, na verdade, as coisas instantaneamente boas não satisfazem mais do que elas duram. Namorar acaba com o próprio prazer de namorar minutos depois. Uma bebida acaba rápido demais, uma xícara de café te deixa ainda mais tenso, para variar. Humor cansa. Estudar se torna massacrante, a leitura vira a vontade da audição, a audição se torna uma vontade de não precisar entender o que se ouve. É o avesso total das funções normais. As musicas repetidas são enjoativas, as novas são ruins, as próprias são para outro momento. A composição não acontece, as notas não dizem nada.
A velocidade leva à redução, leva ao retorno, ao quebra-molas. As ruas só mostram saídas, as ruas expulsam da rua. O verbo não se verbaliza, o texto se descontextualiza, a vontade se torna um desespero, o desespero do devir, do tornar-se, do vir a ser... Aquele novo tempo torna-se a promessa do momento seguinte, uma salvação tardia e um remorso infeliz daquele passado preso na mancha das costas da camiseta.
A vida sem movimento torna-se um texto chato pra porra!
Um texto sem graça.
Se a universidade cumprisse com o calendário acadêmico, talvez isto não estivesse acontecendo, talvez este texto não fosse tão sem graça. Se seu tempo começa a deixar de existir por não ter referências, como por exemplos, coisas a fazer, ele começar a existir muito mais do que antes, só que agora, angustiante...
Porque, na verdade, as coisas instantaneamente boas não satisfazem mais do que elas duram. Namorar acaba com o próprio prazer de namorar minutos depois. Uma bebida acaba rápido demais, uma xícara de café te deixa ainda mais tenso, para variar. Humor cansa. Estudar se torna massacrante, a leitura vira a vontade da audição, a audição se torna uma vontade de não precisar entender o que se ouve. É o avesso total das funções normais. As musicas repetidas são enjoativas, as novas são ruins, as próprias são para outro momento. A composição não acontece, as notas não dizem nada.
A velocidade leva à redução, leva ao retorno, ao quebra-molas. As ruas só mostram saídas, as ruas expulsam da rua. O verbo não se verbaliza, o texto se descontextualiza, a vontade se torna um desespero, o desespero do devir, do tornar-se, do vir a ser... Aquele novo tempo torna-se a promessa do momento seguinte, uma salvação tardia e um remorso infeliz daquele passado preso na mancha das costas da camiseta.
A vida sem movimento torna-se um texto chato pra porra!
Um texto sem graça.
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Pro povo besta que diz:
"Ah, "behind blue eyes" é a canção mais bonita do limp biskit." Ela é bonita sim, mas é de uma banda de muito bom gosto, um tanto antiga (eheh anos 60) chamada THE WHO, uma das melhores "da categoria". Confiram essa apresentação recente, 1979:
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O povo não tem mais o que inventar
Não, essa é boa! hehehe. Pior que depois de ouvir isso duas vezes eu estou misturando na mente as musicas. Estou esquecendo de como eram "Learn To Fly" e "In Bloom".
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segunda-feira, 3 de agosto de 2009
BLOG TROPLOF

Isto?? Sobre o TROPLOF, blog do Graduado, Mestrando(rpg?) e AMIGO unebiano Écristio Raislan:
"O QUE É TROPLOF:
UM ESPAÇO DESTINADO A APRESENTAÇÃO DE IDÉIAS E PRODUÇÕES DIVERSAS DE ESTUDANTES, PROFESSORES E DEMAIS INTERESSADOS EM LITERATURA E OUTRAS ARTES. COORDENADO PELO PROFESSOR DE LITERATURA BRASILEIRA DA UNEB-ALAGOINHAS/BA, SÍLVIO OLIVEIRA. É ESPAÇO ABERTO PARA: ANALISAR OBRAS LITERÁRIAS E DE OUTRAS ARTES, PRODUZIR E DIVULGAR CRÔNICAS, NARRATIVAS, POEMAS, QUADRINHOS, VÍDEOS ETC."
"AFINAL, O QUE É TROPLOF MESMO?
Meu amigo Nelson Moraes, poeta e compositor, andava um dia pela orla de Ondina, em Salvador, quando viu um vendedor de hortaliças passar e gritar: "É coentro, é salsa, é quiabo! É trof troplof! É alface, é tomate, é cebola! É trof troplof! Curioso, aproximou-se do moço e perguntou: "Por que trof troplof?" O rapaz respondeu: "Estou aqui faz pouco tempo. Aprendi com um outro rapaz, que vendia maçãs neste mesmo local. Era ele que gritava trof troplof e vendia maças pra caramba. Quando ele foi embora, peguei o grito dele e também vendo pra caramba!" Curioso, Nelson foi pensar por que exatamente trof troplof, essa coisa tão esquisita. Cansado, sem chegar a resultados, se jogou numa rede e foi comer uma maçã. Qual o som que a gente "ouve por dentro da boca" quando morde uma maçã? "Trof"! E qual o som que a gente produz entre os dentes logo na segunda mordida? "Troplof!" TROF TROPLOF é assim uma onomatopéia das primeiras mordidas em uma maçã. Onomatopéia também das nossas mordidas nas frutas da imaginação. Experimente o sabor!"
endereço: http://troplof.blogspot.com/
Conflitos na aprendizagem de uma LE com a LM já adquirida. (LE – Língua Estrangeira; LM – Língua Materna)
(resenha na UNEB também posto no blog -> www.oespaçodasletras.blogspot.com )
Tomemos como base de estudo o artigo “O conflitante encontro de LM com uma LE”
de Juliana Santana Cavallari
Usamos da leitura do artigo acima descrito para melhor pensar sobre o efeito que o processo da aprendizagem de uma LE provoca num sujeito-aprendiz. Partindo da observação de que a LM é a primeira experiência do sujeito com a Linguagem, comunicação e linguística.
Em seu artigo, a autora cita alguns teóricos literatos como a Revuz, o Pereira de Castro e o Milner. Pereira de castro salienta que “a peculiaridade de LM torna-se um elemento latente na relação com qualquer outra língua”. Revuz argumenta que é a LM que consiste a base psíquica do ser, levando a autora a concluir que, durante o processo de aprendizagem de uma LE são solicitadas as bases da estruturação psíquica, estruturação esta que podemos chamar de Linguagem, e neste caso, a LM.
Notemos que a aquisição de uma LM e a aprendizagem de uma LE nos mostra dados importantes. Enquanto a LM se apresenta ao sujeito como “Língua Nacional de captura ou Servidão Voluntária”, a LE pode ser o desejo de ter escolha, a liberdade de escolher uma ordem e as regras para se exprimir.
A autora diz que “toda tentativa de aprender uma outra língua vem perturbar, questionar, modificar aquilo que está inscrito em nós com as palavras de uma primeira língua”, já que, ao sujeito, parece que LM sempre esteve com ele e que a aprendizagem de uma LE se constitui uma experiência lingüística totalmente nova, o que não é verdade.
A autora relata ainda, uma situação de sala de aula de aprendizagem de LI (língua inglesa) como língua estrangeira, onde um aluno confunde a sonoridade da expressão “come along” com algo parecido como camarão, já que estavam falando neste momento em restaurante de frutos do mar. O tal aluno se manifesta e diz: “camalon, bem parecido com camarão em português, não muda em quase nada” , e isto se torna motivo de risos. Sobre isso, a autora cita Milner onde ele diz que “entre o signo e a coisa significada a relação é de simples encontro”. E isto reforça também o que foi relatado no início do texto onde falamos que a LM consiste a base psíquica do ser, a estruturação lingüística, e esta é tomada como referência e solicitada quando se está aprendendo uma LE.
Para os interessados na fonte, o link do artigo estudado é: http://www.unicamp.br/iel/site/alunos/publicacoes/textos/c00015.htm
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