"quem sou eu"? Você amanhã e ontem. Mas hoje que você é você, faça sua parte. Economize água, só o quanto você conseguir, e também energia. E jogue lixo em recipiente próprio para lixo sempre que puder.
Esta não é mais uma questão de ser intelectual, ou moralista, ou demodê... É uma questão de sobrevivência, de inteligência e de consciência global. Tem um filme que ilustra coisas importantes ao redor deste assunto, o nome é "Uma Verdade Inconveniente", assista se tiver a oportunidade ou crie a oportunidade.
Humberto Gessinger disse: "somos um exercito, exercito de um homem só no difícil exercício de viver em paz". Sejamos.
Ah: Vale economizar folhas de papel também, árvores agradecem.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
terça-feira, 9 de junho de 2009
A sala de aula na universidade abriga a pessoas que muito se atrasam, que muito faltam com presença. A sala nunca parece estar repleta. Mas é tudo muito rápido, no plano físico da sala de aula da universidade. O data-show é instalado sem demora, usado e desligado logo em seguida. As idéias vão fluindo dentro do tempo de aula, professores e alunos não têm tempo a perder. Texto são lidos, rapidamente discutidos, pessoas caladas pensando secretisses, pessoas colaborando, pessoas conversam baixinho e discretamente de modo que não atrapalhe a aula.
Não importa qual o curso, conhecimentos são compartilhados nestas salas, esquentam como um motor, como o calor dilatando o ar, depois esfriam até a próxima turma, o quadro negro é menos usado que na escola de ensinos fundamentais e médio. O barulho também é menor. Parece o sentido natural da evolução de uma pessoa que nasce, cresce, perde a inocência e com ela a alegria, ganha conhecimentos que as vezes nem queria, e se torna mais culta e entediada, reproduz e então morre.
Não importa qual o curso, conhecimentos são compartilhados nestas salas, esquentam como um motor, como o calor dilatando o ar, depois esfriam até a próxima turma, o quadro negro é menos usado que na escola de ensinos fundamentais e médio. O barulho também é menor. Parece o sentido natural da evolução de uma pessoa que nasce, cresce, perde a inocência e com ela a alegria, ganha conhecimentos que as vezes nem queria, e se torna mais culta e entediada, reproduz e então morre.

... No ônibus coletivo da universidade até a cidade é uma coisa. Depois disso, a coisa é diferente, a solidão é coletiva. Nesse primeiro ônibus, todos cansados, o frio em vento entrando forte pelas janelas, as pessoas ainda riem dos acontecimentos da tarde.
Uma garota se insinuando para um rapaz claramente envergonhado; o cobrador recolhendo as passagens; o motorista, mecânico.
Quatro garotas neste mesmo ônibus, gravidas. Isso me tomou os pensamentos por um momento, passei a pensar sobre o verão deste ano, o quão produtivo ele foi, pois as "barrigas" pareciam ter tamanhos parecidos.
Pessoas algumas ainda irão à outra cidade ensinar, ou à mesma. Pessoas tristes, pessoas contentes.
No segundo ônibus, o que leva ao destino individual de cada um, todos calados. Desconhecidos sentam-se ao lado uns dos outros compartilhando frieza e passividade. Pensamentos cansados ainda mais. Pesados. Planos um tanto descrentes sobre o futuro, olhares voltados para baixo. O frio parece incomodar mais, os corações das pessoas parecem sido tocados pelo mofo. Pessoas em pé. A tristeza é aparente, a solidão, a noite chegando, o pensamento coletivo maior é sobre tomar banho, comer e dormir. O dia acaba cedo demais neste segundo ônibus. As pessoas estão tão entanguidas e frias como as suas toalhas molhadas, penduradas ao varal, pesando. Tudo é deprimente demais neste segundo ônibus.
Medievalismo

Hoje li mais uma vez sobre castelos, reis e rainhas, cavaleiros e servos, sobre a igreja e sobre sua influencia nestes tempos, tempos da Inglaterra medieval. Lendas, mitos, mortes e nomes com números romanos ao lado. É tudo com perfume de glória. Às vezes eu queria estar lá, queria vestir ao menos uma vez aquela armadura, queria fabricar uma espada e com ela lutar em cima de um cavalo. Eu não ia acreditar plenamente no rei nem no bispo, acreditaria mais no cavalo, mas isso ficaria oculto à minha pessoa, pois eu não iria querer morrer.
Eu não ia temer o castigo de Deus, mas de quem pensava que podia falar em nome desta entidade. Eu ia ter meus instintos de hoje e de sempre, em contexto e condição diferentes.
Mas hoje eu ouço uma canção tão agradável de se ouvir, do THE SMITHS, que eu penso em ficar nos tempos de hoje mesmo e quase todos os dias. Sempre existiram pessoas agradáveis, pessoas mentirosas, pessoas lindas, pessoas que encantavam, que eram felizes e otimistas, que eram negativistas e assim por diante, sempre em algum lugar alguém pensou não poder viver sem outro alguém, não importa o século.
Mesmo assim é de encantar pensar na vida nos castelos, nos banquetes, na proteção ao reinado, nos amores que ninguém soube, nos bastardos que ninguém conheceram nem conhecerão, nas punição severas e na abundancia de natureza destas épocas remotas.
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Nu Social
O propósito aqui é abrir a mente mais uma vez, ou pela primeira vez. Não é propósito deste texto o entretenimento, tampouco a rebeldia ou a agudez de algum sentimento punk ou partidário ou etc. É propósito, sim, lembrarmos ou aprendermos a nos despir de valores morais e ficar nu para a sociedade! Parar com aquele comportamento que herdamos desde pequenos, comportamentos de retraimento, de vergonha, de negação, como quando nossos entes nos advertem: “Epa! Isto é feio, nunca diga isso na frente dos outros, nunca mais faça aquilo. Quando eu tiver conversando com alguém, não se intrometa!”
São mais importantes as visitas? São mais importantes por serem estranhos? Por serem da família? Por serem mais nobres? O que há com vocês, pais socializados? Eis aqui meu julgamento que vocês vão engolir: Vocês têm vergonha de si mesmos quando restringem os filhos! Talvez vocês tenham esquecido o que isso causa.
Este texto não fala de anarquia, ele é um soco na cara da humanidade fraca e desatenta.
O que há de vergonhoso em alguém limpar as ruas, recolher o lixo que você depositou na porta da sua casa? O que há de vergonhoso em falar que não acredita em algo ou alguém que você nunca viu? Alguém que você nunca conheceu?
Todos estão criando os filhos de acordo com a moda, de acordo com a tevê. Curioso como ninguém jovem ousa falar, ou mesmo tenham criado a possibilidade de pensar em dizer: depois de concluir o ensino médio pretendo ser pintor, pretendo trabalhar na área de higiene das clínicas e dos hospitais.
Mas não é importante ter as paredes pintadas ou as cozinhas de nossos hospitais bem limpos?
Muita gente me diz que a questão é que as profissões “melhores” (as quais reconheço como profissões que agradam aos nossos pais quando conversarem sobre as profissões dos filhos) dão mais dinheiro. O mal do homem atual é pensar que a moeda é mais importante que a satisfação. Uma vez em minha vida, por influencia dos outras pessoas, eu pensei em estudar o curso de Direito. Depois eu analisei bem, e ainda bem que era difícil e caro, pois nada tinha a ver comigo. Ler todos aqueles códigos, aqueles artigos e aquelas leis, coisas que são de muita importância para uma sociedade, mas que, repetindo, nada tinha a ver comigo. Eu seria um infeliz com dinheiro no bolso. Vocês já conheceram alguém assim?!
Tenho certeza que sim, pois eu conheço várias pessoas que até mesmo dizem: “Eu não sei como gastar meu dinheiro, sempre estou me arrependendo das minhas aquisições.”
A gente vive pensando que a próxima aquisição de um bem material vai nos tornar alguém mais feliz. Mas nem sempre isto acontece. Acontece muito de nos acostumarmos com o que acabamos de obter e alvejar a próxima satisfação materializada, embalada e à venda. Estas pessoas começam a aprender como que por osmose algo errado, aprendem que serão infelizes para o resto da vida porque a vida é cruel. Mas nós ajudamos a vida a ser cada vez mais curta, cruel e competitiva. A vida é muito rica, se soubermos assim enxergar. Na verdade a vida é um leque de possibilidades.
Sabe quanto às crianças tímidas, quando estas (por um leve “acidente”) perdem parte ou toda a timidez e a canalizam em revolta, rudez, violência, descaso, depressão e/ou vários outros sentimentos ou comportamentos? Isso se dá, às vezes, por conhecerem pessoas que muitos julgam como “à margem da sociedade” ou como “desajustados”, ou mesmo quando encontram um grupo de pessoas que estudam e pesquisam coisas alternativas, federações ou bandas de punk. Aí estes pais começam a culpar os outros, quando deviam culpar-se a si mesmos.
Agora pensem vocês que ainda não são pais e possivelmente serão um dia. Vão agir da mesma maneira? É bem aí que reside o erro. A ignorância não está em não ter aprendido o que não lhe foi exposto, mas observar o erro, já com idade e maturidade para conhecer a dualidade do bem e do mal, e repetir os erros. A hipocrisia é a gênese de muitas coisas erradas da sociedade. Fingir estar bem o tempo todo cansa. Tratar os clientes demonstrando maior atenção e amor, quando na rua, passa pelo mesmo cliente e, o desconhecendo, trata-o com o maior dos descasos.
E a hipocrisia de ser ecologicamente consciente? E todas as mentiras e suas pernas curtas para quem pára para observar?
Somos hipócritas quando desejamos um bom dia “em modo automático”. Só que esta hipocrisia vai se transmutando para uma prisão dos estímulos do corpo, da mente, das vontades e muito mais quando muito de nós, por exemplo, nos forçamos a não arrotar, ao liberar gases, não olhar para a mulher atraente do elevador, não rir demais para não parecer mal-educado ou tolo, e mais uma serie de coisas que se seguiriam numa lista enorme. Então preferimos sermos hipócritas escravos ou “mal-educados” livres? Muitos de nós ficamos condenados a não ter escolha por causa da criação, muitos de nós não paramos para pensar no assunto e levamos a vida desconfortável.
O nu social deve se despir destas, digamos assim, roupas apertadas. Todo mundo um dia acorda, chora e desabafa, ou quer morrer e não saber por quê, ou bebe demais e faz um discurso arrogante e depois fica na sombra dizendo que estava à luz da embriagues e não sabia do que estavam falando. Tudo é uma reação instintiva, uma resposta. Na certa algo machucou o calo que estas vestes apertadas causaram. Fingimos que vemos tudo turvo, fingimos que a vida é para ser assim mesmo.
Sentimos fome, sentimos sede, mas dependendo da situação, escondemos isto em prol da conveniência.
Outra coisa que vão jurar para si mesmos que não é verdade: Todos são racistas! Sem exceção. Costumo brincar dizendo que a regra é clara, pois somos todos bastardos racistas. Se o racismo não é sobre o negro, é sobre o índio, sobre o judeu, sobre o homem branco, sobre o caboclo, o de pele parda ou seja lá o que for, quando a única raça todos nós sabemos qual é: A raça humana. Tem gente que chega a formar um grupo contra os racistas, para fugir de si mesmos, fugir da culpa. Só quem está sofrendo a discriminação sabe o que se perde, o que se é menosprezado.
Outro soco na cara é o boa-vida. Quem nunca criticou um boa-vida?
Pode-se encontrar num dicionário qualquer da língua portuguesa o conceito de boa-vida: Pessoa que procura prazer na vida, evitando o máximo de trabalho. Eu gostaria de saber onde há crime nisto. Querem matar os boas-vidas por sentir aquela inveja presa na garganta. Mas se o cidadão pode, ele é livre. Você é livre pra fazer o que achar certo. Acontece que como já disseram muito antes de mim: “O inferno são os outros.” Sua liberdade não pode afetar ou sobrepujar a liberdade do outro. É só lidar com isso da melhor maneira possível, não precisa recorrer à humilhação alheia ou às agressões de toda e qualquer maneira.
Não sou a favor nem de anarquia nem de vandalismo, é bom que isso fique claro.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
A Rotina (de Ana Barbosa)

A rotina cresceu como mato,
e invadiu os quintais da casa.
A rotina matou o padeiro, o amor, a moça jovem,
a menina da esquina, o palhaço do circo, o velho.
A rotina não gosta de cores, sons alegres, luz do dia,
maresia. Ela é limo, mofo e lama.
A rotina roeu como traça quilômetros de e-mails e poemas.
A rotina pintou os quadros de negro, e meu canto de cinza chumbo.
AUTORIA DE ANA BARBOSA
PS: Recomendo que leiam também "Liberdade..." da mesma.
Aqui tem o endereço: http://www.osolnascera.blogspot.com/
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Quase dadaísmo pros olhos tortos
Mas eu já não sei o que fazer
Não sou famoso mas estou tatuado
nas costas de alguem
Não sei quantas coisas tenho que passar
para dizer que sou alguem
Pensando em ficar ou não ficar
Questão que me "eis"...
mas eu não sei...
Não sou famoso mas estou tatuado
nas costas de alguem
Não sei quantas coisas tenho que passar
para dizer que sou alguem
Pensando em ficar ou não ficar
Questão que me "eis"...
mas eu não sei...
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